
Nos finais do século XIX a área de Psicologia do Desenvolvimento adquire uma autonomia nas Ciências humanas, acompanhando a evolução no desenvolvimento humano, no seu todo, e em particular no desenvolvimento da criança. As mudanças que ocorrem no desenvolvimento humano a nível de pensamento, no comportamento e na influência dos factores biológicos e contextuais, deram origem a diversos estudos ao longo do tempo. Esses estudos das etapas da evolução humana, desde o nascimento ao término da sua vida, tiveram várias conclusões, sendo alguns factores salientados em detrimento de outros. A noção de estádio na Psicologia torna-se muito importante, são esses estádios do desenvolvimento que podem determinar a evolução do Homem ao longo da sua vida, podendo ser considerados etapas de crescimento evolutivo. Depois de vários autores terem utilizado este conceito de estádio nas suas teorias, cada um de forma diferente, actualmente sabe-se e considera-se que um estádio depende da forma como o outro estádio anterior foi vivido, por isso mesmo o estádio não é estanque, encontrando-se num estádio características dos estádios anteriores e a vivencia do mesmo vai afectar os estádios seguintes.
O estudo do desenvolvimento humano tem passado pelo debate de qual dos factores, meio ambiente e hereditariedade, será mais importante no processo do desenvolvimento do indivíduo, originando algumas abordagens que salientam alguns factores em detrimento de outros. A abordagem maturacionista, Arnold Gesell anos 20, diz que o desenvolvimento humano é determinado pela hereditariedade, sendo o meio e a experiencia que rodeiam o indivíduo irrelevante. Segundo a abordagem interaccionista tanto os factores hereditários como os factores ambientais são importantes no desenvolvimento, considerando que não devem ser categorizados estes factores, pois na formação do indivíduo estão presentes tanto os factores inatos como os adquiridos e eles interagem entre si – unidade psicossocial.
Foram surgindo várias teorias que tentam explicar o desenvolvimento humano, cada uma utilizando métodos e estudos específicos:
Psicanalítica – O autor originário deste estudo foi Sigmund Freud que defende nesta teoria que o desenvolvimento humano está ligado à evolução psicossexual do indivíduo e que é através da sexualidade desde o nascimento até a puberdade que se pode estudar o desenvolvimento do homem, reconhecendo 5 estádios psicossexuais de evolução, tendo cada estádio “pulsões sexuais” (zona erógena) diferentes.
Behaviorismo – assentam no conceito do filósofo John Locke (1932-1704) que refere que o ser humano nasce sem nada, não possui nada que lhe seja inato, sendo o ambiente o responsável pela sua formação em todos os níveis.
Cognitivismo – tem como autor Jean Piaget que nos diz que o indivíduo nasce com um código genético que lhe permite através disso interagir com as situações quotidianas e é esse conhecimento de si mesmo com o meio que o rodeia que o faz evoluir no conhecimento., através de vários esquemas mentais evolutivos. Piaget diz que o desenvolvimento cognitivo acontece até à adolescência, sendo as grandes aquisições mentais na fase da infância. Vigotsky defende a mesma ideia mas salienta que o papel da sociedade na evolução intelectual é fundamental, para que o funcionamento cognitivo se organize tanto culturalmente como na interacção social.
Humanismo – são teorias que surgem como reacção as teorias Behavioristas e a teoria Freudiana e que dizem que as pessoas possuem dentro de si necessidades inatas de conhecimento, sendo algo espontâneo, são autónomas nas suas decisões, possuem criatividade e autodeterminação. Estas Teorias criam uma “visão holística da personalidade” humana.
Estas várias teorias deixam-nos a noção que o indivíduo é visto como uma unidade Biopsicossocial.
O estudo do desenvolvimento humano tem passado pelo debate de qual dos factores, meio ambiente e hereditariedade, será mais importante no processo do desenvolvimento do indivíduo, originando algumas abordagens que salientam alguns factores em detrimento de outros. A abordagem maturacionista, Arnold Gesell anos 20, diz que o desenvolvimento humano é determinado pela hereditariedade, sendo o meio e a experiencia que rodeiam o indivíduo irrelevante. Segundo a abordagem interaccionista tanto os factores hereditários como os factores ambientais são importantes no desenvolvimento, considerando que não devem ser categorizados estes factores, pois na formação do indivíduo estão presentes tanto os factores inatos como os adquiridos e eles interagem entre si – unidade psicossocial.
Foram surgindo várias teorias que tentam explicar o desenvolvimento humano, cada uma utilizando métodos e estudos específicos:
Psicanalítica – O autor originário deste estudo foi Sigmund Freud que defende nesta teoria que o desenvolvimento humano está ligado à evolução psicossexual do indivíduo e que é através da sexualidade desde o nascimento até a puberdade que se pode estudar o desenvolvimento do homem, reconhecendo 5 estádios psicossexuais de evolução, tendo cada estádio “pulsões sexuais” (zona erógena) diferentes.
Behaviorismo – assentam no conceito do filósofo John Locke (1932-1704) que refere que o ser humano nasce sem nada, não possui nada que lhe seja inato, sendo o ambiente o responsável pela sua formação em todos os níveis.
Cognitivismo – tem como autor Jean Piaget que nos diz que o indivíduo nasce com um código genético que lhe permite através disso interagir com as situações quotidianas e é esse conhecimento de si mesmo com o meio que o rodeia que o faz evoluir no conhecimento., através de vários esquemas mentais evolutivos. Piaget diz que o desenvolvimento cognitivo acontece até à adolescência, sendo as grandes aquisições mentais na fase da infância. Vigotsky defende a mesma ideia mas salienta que o papel da sociedade na evolução intelectual é fundamental, para que o funcionamento cognitivo se organize tanto culturalmente como na interacção social.
Humanismo – são teorias que surgem como reacção as teorias Behavioristas e a teoria Freudiana e que dizem que as pessoas possuem dentro de si necessidades inatas de conhecimento, sendo algo espontâneo, são autónomas nas suas decisões, possuem criatividade e autodeterminação. Estas Teorias criam uma “visão holística da personalidade” humana.
Estas várias teorias deixam-nos a noção que o indivíduo é visto como uma unidade Biopsicossocial.
Resumo efectuado do cap.2, Tavares et al. (2007) “Manual do Desenvolvimento e da Aprendizagem”, pag.34 – 40

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