sexta-feira, 7 de maio de 2010

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E-Fólio B

Referência

Artigo: “A saúde do Adolescente: o que se sabe e quais são os novos desafios”

Autores

Margarida Gaspar de Matos (*)

Objectivo Principal

Faz uma análise daquilo que se sabe sobre uma das fases do desenvolvimento Humano, a adolescência. As mudanças que ocorrem nesta fase, as ligações que se estabelece com os grupos que os rodeia (família e amigos). Aborda também aquilo que se tenta entender com o aparecimento das novas tecnologias e a entrada no Mundo Virtual das crianças e adolescentes.

Breve Resumo

O que já se sabe:

A entrada na adolescência não é fácil e leva a modificações nos relacionamentos, quer com ele mesmo (relacionamento com o seu corpo em desenvolvimento), quer com tudo o que o rodeia. Estas modificações psicológicas e físicas, levam muitas vezes a experiências interpessoais de conhecimento que comportam comportamentos de risco e protecção no âmbito da saúde.

Os grupos que rodeiam a criança e o adolescente (família e amigos) são a sua verdadeira influência, a nível de atitudes e de formação de uma identidade própria e social. O que cada criança observa e vive no seu dia-a-dia, como os comportamentos dos outros que observa e dos seus sucessos e insucessos, as rejeições e os sucessos de cada criança, os relacionamentos que estabelece com os outros e o comportamento social dos pais pode ser importante na rede social de apoio na escola, na boa aceitação que pode ter ou não por parte dos colegas.

É na família que a criança desenvolve atitudes e cria defesas próprias para lidar com as situações impostas no seu dia-a-dia e, é nela que procura alguma segurança para enfrentar os seus problemas de crescimento. Pode-se dizer que é na família que a criança busca referências para lidar com o mundo que a rodeia. Uma família de baixos rendimentos, desestruturada, pode fazer com que a criança e o adolescente fique mais exposto a níveis mais intensos de violência. Um estilo parental punitivo, menos responsivo e participativo levam a uma elevada rejeição parental e às consequências que daí pode advir. Um estilo democrata de controlo parental faz com que o jovem se relacione com aquilo que o rodeia de uma forma mais responsável, com mais participação social, autonomia e independência. A supervisão dos pais torna-se uma forma de protecção dos jovens fora de casa e no convívio nos grupos em que se insere. A oscilação no modo de educação dos Pais, entre a passividade, agressividade e a possível ameaça, favorece a manipulação na criança, o jogo da oportunidade e a mentira, fazendo com que a criança e o adolescente possa não desenvolver uma moralidade autónoma.

Tanto a família como os amigos, dão à criança formas de agir, tanto positivas como negativas, é a esses grupos que a criança e o adolescente vão buscar as suas referências. A forma como os pais vivem e se relacionam torna-se os primeiros ensinamentos sociais de uma criança, sendo também o modo como exercem o poder parental, uma forma de ajuda na criação da individualidade da criança e do adolescente. No entanto a família e os amigos têm funções diferentes no desenvolvimento pessoal e social de cada criança, não sendo inter-substituíveis.

O que se tenta entender:

O grupo de pares (grupo de amigos) é uma forma de crescimento individual de cada adolescente e geralmente cada grupo tem uma identidade própria, cujos elementos que o identifica pode ser de aparência, tipos de leitura, tipos de música, filmes, desportos, aspectos culturais, etc. Para alguns autores de estudos sobre a adolescência, é muito importante a “marca” de grupo, é através dessa “marca” que se pode prever e observar alguns tipos de comportamento. A música, por exemplo, o estilo que alguns grupos escolhem na música, o grau de empenhamento do grupo no tipo de música, leva muitas vezes os jovens a adoptar estilos de roupa, de aparência e de acções associados às bandas, às letras dessa música e ainda à forma de vida perpetuada pelos intérpretes da mesma. A evolução etária e escolar dos adolescentes vai estabelecendo gostos e fixando tendências a nível musical, muitas vezes também associadas ao modo como é sentida interiormente ou ao tipo influência do grupo de pares, sendo também as novas Tecnologias e os Mega espectáculos, uma fonte de influências e informação do que é novo e de tudo aquilo que é actual.

O Universo Virtual em que actualmente os jovens navegam e vivem tem vários tipos de avaliação, alguns positivos e outros negativos. Existe na verdade uma evolução cognitiva e psico-social através da interacção tecnologia, no entanto o excesso de tempo no mundo virtual acaba por limitar a convivência familiar e social, limitando também as actividades físicas. O universo virtual pode criar, em alguns casos, a ignorância de problemas reais e na confusão entre o que é virtual e o mundo real, muitas vezes criando amigos virtuais submissos ou até criar o amigo perfeito, ficando muitas vezes sujeitos a esses tipos de amizade e de ligações sociais totalmente virtuais, que com o tempo podem gerar alguns sentimentos negativos.

Actualmente e, derivado à evolução das novas tecnologias, surgiram novos problemas para os quais os Pais e educadores se sentem despreparados e desactualizados, sentindo-se muitas vezes incapacitados de diminuir a barreira que surgiu com as novas tecnologias. É preciso encontrar formas de aproximação, de compreensão, de partilha de conhecimentos e de sentimentos, da aproximação pai/filho e educador/aluno, oferecendo-lhes a noção de um mundo mais real do que virtual. O desafio, portanto, nos tempos actuais para os Pais e Educadores está em encontrar maneiras de chegar até aos filhos e alunos aproximando-os cada vez mais da realidade e da participação social.

Citações

“O desafio para pais e professores é então a capacidade de “ficar por dentro” e identificar até que ponto as competências “antigas” podem servir para estar ao lado dos filhos/alunos, e podem ser factor de reconhecimento pessoal e social, neste emergente mundo “virtual”.” Matos, M. G.(2008, pag.260)

Comentário pessoal

Quando li este artigo tive a noção que se sabe que a fase da adolescência é uma mudança na vida do ser humano, é uma alteração física e psicológica que vai estabelecer algumas tendências e formas de relacionamento para o resto da vida, pelo menos com “marcas” profundas eu não, mas “marcas”. O que na verdade sabemos é que a família e os amigos são importantes na formação pessoal e social nesta fase da transição, de criança para adolescente e, sabemos que muitas das aprendizagens não são de palavras, mas de comportamentos observados. Os amigos, o mundo virtual e todas as novas tecnologias podem influenciar um adolescente, tanto pela positiva como pela negativa, mas há que arranjar maneiras de aproximação, de contacto e de partilha, entre pais/filhos e educadores/ alunos, de modo a que exista uma noção verdadeira da vida, uma integração e uma participação mais ajustada e real, com vista na construção de um futuro mais feliz.

segunda-feira, 29 de março de 2010

E-Fólio A - Respostas - Psicologia do Desenvolvimento


1.Os ritmos diferentes no desenvolvimento entre o Homem e os outros animais, tem a ver com a sua parte genética e aquilo que lhe é exigido com adaptação ao meio ambiente. O Homem tem a sua evolução distribuída em vários estádios, cada um com aquisições próprias tanto biológicas como psicológicas e um bebé de 2 anos já possui alguma evolução física e psíquica, mas os seus atributos físicos não se comparam a outro animal qualquer, porque qualquer animal tem atributos genéticos próprios que se adaptam ao meio onde vivem e as exigências da espécie.


2.Henry Goddard nos seus estudos do desenvolvimento Humano, dá total importância à influência da parte hereditária do indivíduo. No entanto se analisarmos bem o meio onde as crianças foram criadas conseguimos ver que a influência tanto é hereditária como do meio. Umas crianças foram criadas num meio familiar de “bem” e legitimas, onde tiveram uma educação direccionada para determinado papel na Sociedade. As outras tiveram uma mãe demente, com todos os problemas dai resultantes, ilegítimas e onde não sentiram a motivação para uma participação na Sociedade, por também não terem referências disso.


3.Watson, em 1927, coloca de parte a hereditária de cada pessoa, fazendo crer que se lhe dessem um bebé conseguiria fazer dele uma pessoa com capacidades elevadas cognitivas ou não. Para Watson as influências do meio são as únicas responsáveis no desenvolvimento individual de cada pessoa.


4.Os defensores da hereditariedade poderiam dizer que esta criança se adaptou a um meio hostil pela sua força genética de sobrevivência e de adaptabilidade inerentes à espécie Humana, e que adquiriu depois conhecimentos inatos à sua espécie também, sendo por isso hereditário a forma como reagiu, antes e depois. Para os defensores do meio ambiente a criança aprendeu tudo o que o meio lhe deu para aprender, tendo dificuldades de desaprender aquilo que tinha adquirido anteriormente, no entanto foi adquirindo com o meio que a rodeava coisas importantes, assim como a linguagem e diversos comportamentos Humanos.


5.Para mim tanto os factores hereditários como os do meio ambiente possuem fortes influências no processo de aprendizagem. Existem factores genéticos que nos limitam muitas vezes nas aquisições de conhecimentos, no entanto o meio onde estamos inseridos pode fazer a diferença na aquisição dos mesmos, na dificuldade ou na facilidade com que os adquirimos.


6. 1 – Discordo 2 – Concordo 3 – Discordo 4 – Discordo muito 5 - Discordo
6 – Concordo Muito

Perguntas: Tavares et al. (2007) “Manual do Desenvolvimento e da Aprendizagem” da pag.41e 42

E-Fólio A - Resumo -Psicologia do Desenvolvimento


Nos finais do século XIX a área de Psicologia do Desenvolvimento adquire uma autonomia nas Ciências humanas, acompanhando a evolução no desenvolvimento humano, no seu todo, e em particular no desenvolvimento da criança. As mudanças que ocorrem no desenvolvimento humano a nível de pensamento, no comportamento e na influência dos factores biológicos e contextuais, deram origem a diversos estudos ao longo do tempo. Esses estudos das etapas da evolução humana, desde o nascimento ao término da sua vida, tiveram várias conclusões, sendo alguns factores salientados em detrimento de outros. A noção de estádio na Psicologia torna-se muito importante, são esses estádios do desenvolvimento que podem determinar a evolução do Homem ao longo da sua vida, podendo ser considerados etapas de crescimento evolutivo. Depois de vários autores terem utilizado este conceito de estádio nas suas teorias, cada um de forma diferente, actualmente sabe-se e considera-se que um estádio depende da forma como o outro estádio anterior foi vivido, por isso mesmo o estádio não é estanque, encontrando-se num estádio características dos estádios anteriores e a vivencia do mesmo vai afectar os estádios seguintes.
O estudo do desenvolvimento humano tem passado pelo debate de qual dos factores, meio ambiente e hereditariedade, será mais importante no processo do desenvolvimento do indivíduo, originando algumas abordagens que salientam alguns factores em detrimento de outros. A abordagem maturacionista, Arnold Gesell anos 20, diz que o desenvolvimento humano é determinado pela hereditariedade, sendo o meio e a experiencia que rodeiam o indivíduo irrelevante. Segundo a abordagem interaccionista tanto os factores hereditários como os factores ambientais são importantes no desenvolvimento, considerando que não devem ser categorizados estes factores, pois na formação do indivíduo estão presentes tanto os factores inatos como os adquiridos e eles interagem entre si – unidade psicossocial.
Foram surgindo várias teorias que tentam explicar o desenvolvimento humano, cada uma utilizando métodos e estudos específicos:
Psicanalítica – O autor originário deste estudo foi Sigmund Freud que defende nesta teoria que o desenvolvimento humano está ligado à evolução psicossexual do indivíduo e que é através da sexualidade desde o nascimento até a puberdade que se pode estudar o desenvolvimento do homem, reconhecendo 5 estádios psicossexuais de evolução, tendo cada estádio “pulsões sexuais” (zona erógena) diferentes.
Behaviorismo – assentam no conceito do filósofo John Locke (1932-1704) que refere que o ser humano nasce sem nada, não possui nada que lhe seja inato, sendo o ambiente o responsável pela sua formação em todos os níveis.
Cognitivismo – tem como autor Jean Piaget que nos diz que o indivíduo nasce com um código genético que lhe permite através disso interagir com as situações quotidianas e é esse conhecimento de si mesmo com o meio que o rodeia que o faz evoluir no conhecimento., através de vários esquemas mentais evolutivos. Piaget diz que o desenvolvimento cognitivo acontece até à adolescência, sendo as grandes aquisições mentais na fase da infância. Vigotsky defende a mesma ideia mas salienta que o papel da sociedade na evolução intelectual é fundamental, para que o funcionamento cognitivo se organize tanto culturalmente como na interacção social.
Humanismo – são teorias que surgem como reacção as teorias Behavioristas e a teoria Freudiana e que dizem que as pessoas possuem dentro de si necessidades inatas de conhecimento, sendo algo espontâneo, são autónomas nas suas decisões, possuem criatividade e autodeterminação. Estas Teorias criam uma “visão holística da personalidade” humana.
Estas várias teorias deixam-nos a noção que o indivíduo é visto como uma unidade Biopsicossocial.
Resumo efectuado do cap.2, Tavares et al. (2007) “Manual do Desenvolvimento e da Aprendizagem”, pag.34 – 40

domingo, 14 de março de 2010

Pensamentos do Senso Comum



“Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.”


Sempre me fez muita impressão esta frase, porque me deixava a analisar as pessoas com quem convivia. Isto quer dizer que se uma pessoa com quem andasse tivesse problemas de comportamento, ou qualquer outro problema que fosse mal visto, eu também tinha e era colocada no mesmo “saco”. Sem dúvida que é um pensamento do senso comum e um ditado popular que dá que pensar. No meu modo de pensar eu sou eu e cada um responde por si, sem ter que dizer que as minhas escolhas de companhia são minhas e são analisadas por mim, no meu conceito do que me faz bem e no que me sinto bem.


“ Cá se fazem, cá se pagam.”


Pois este ditado eu oiço muitas vezes e na verdade o pagamento, se existe, pode acontecer na visão de alguns e de outros não. Cada pessoa tem uma visão diferente e um grau de penalização diferente, conceitos do bem e do mal diferentes. Aquilo que se faz mal ou errado, geralmente e eu considero isso, o “pagamento” é interior a cada um e a aprendizagem acontece através do reconhecimento.


“Quem sai aos seus não degenera.”


Neste ditado quem não sai aos seus degenera, difícil de entender, temos mesmo que sair a alguém da nossa família, porque senão não somos da família e somos uma “aberração”- alguém que sai do normal. Não concordo, todos nós temos uma parte genética familiar, pai e mãe, mas temos características individuais só nossas e desenvolvemos os nossos gostos e estilo de vida próprio, por isso diferentes em muita coisa dos nossos Pais.

Magui Pereira

quinta-feira, 11 de março de 2010

A minha vida de estudante

Na vida que levei até agora sempre procurei respostas e ultrapassar aquilo que me fazia sentir limitada e nisso eu vejo-me a ser estudante em toda a minha vida.

Voltei a estudar e a nível Universitário por um sonho e pela vontade de ultrapassar tudo aquilo que me pensei limitada e que a vida me veio pedir para dizer a outras pessoas que o limite está dentro de nós, naquilo que pensamos e nos impomos. Estou na Universidade para provar a mim mesma que não existe limites para aprender e para ser aquilo que queremos.

Optei pelo ensino da Universidade Aberta (e-learning), porque me dá a possibilidade de planear a minha vida social com os estudos. Não está a ser fácil pelas contingências da vida e pela alteração de muitos factores que me rodeiam, mas estou a tentar equilibrar.

Sinto neste método que escolhi de estudo alguma dificuldades que muito tem haver com o esclarecimento atempado das dúvidas que muitas vezes é inexistente em algumas Ucs, não incluo todas porque existem excepções. No entanto tenho capacidade de ver que eu também tenho pouco tempo para estar online, participar em fóruns e na discussão de temas e problemas de outros colegas.

Sobre o ser estudante agora, sou agora e serei por toda a minha vida e espero morrer sem aprender tudo, porque é estando aberta ao conhecimento que se vive e se mantém a capacidade interventiva e de mudança na vida.

Magui Pereira

O meu método de trabalho como estudante



Geralmente procuro estudar num ambiente calmo, o que às vezes é impossível.


Tenho dificuldade em me concentrar onde existe barulho e conversas, disperso-me muito, por este motivo procuro estudar num sítio onde possa estar sossegada e concentrada e para isso aviso sempre quem está em casa que vou estudar.

Devo dizer que não é fácil estudar sem interrupções, mas no difícil consigo estabelecer alguma ordem nos meus estudos. Procuro de entre 5 unidades curriculares, encontrar as prioridades de estudo, pegar em duas UCs por dia e fazer as leituras, sempre procurando não ler por ler, mas perceber o que leio. Marco sempre as partes que considero importantes e não faço os resumos no dia em que leio, porque leio à noite e torna-se impossível para mim e para os meus olhos estar ao PC até tarde (os meus resumos são todos feitos ao computador). Faço os resumos ao fim de semana e no final da tarde durante a semana e tento retirar das leituras as partes mais importantes. Quando não dá para resumir algumas partes, retiro parágrafos na íntegra colocando aspas e letra itálica e fazendo referencia à página onde se encontra o parágrafo. Os meus resumos geralmente têm o título do livro e os autores do mesmo e incluindo muitas vezes as páginas do resumo. Considero importante respeitar as ideias e o trabalho de quem publicou um livro e o disponibilizou para conhecimento geral.

No meu dia-a-dia, não só no estudo, eu utilizo a busca na net através de palavras-chaves daquilo que procuro, para obter mais algum tipo de informação, consolidar ou mesmo retirar dúvidas de alguma coisa que não tenha entendido. Procuro nesta busca utilizar sites seguros e que tenham uma informação mais fidedigna, nem sempre é fácil, mas é possível. Quando utilizo alguma dessa informação num trabalho coloco a página como referência, até porque se foi útil para mim, pode ser útil para outros.

O meu método de estudo inclui perceber o que leio e procurar estabelecer limites quando a partir de certa hora qualquer leitura deixa de fazer sentido. O esforço de ser trabalhadora, mão, esposa e dona de casa, faz com que saiba que existe uma hora em que o descanso é fundamental e nada daquilo que leia vai ser absorvido quando atingimos um determinado grau de cansaço. Costumo dizer “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, mas também sei que tem horas em que devemos saber dizer “amanhã é outro dia” e eu vou conseguir entender melhor e por hoje já chega.

Magui Pereira

terça-feira, 9 de março de 2010

O que eu penso da Psicologia do Desenvolvimento













Hoje em dia é preciso, mais do que nunca, estudar as alterações que ocorreram e ocorrem na sociedade, é preciso estudar as influências que essas alterações tiveram nas atitudes e na maneira como alteraram e alteram a nossa forma de vida e conhecimento.

A psicologia do desenvolvimento pode-nos ajudar a olhar o ritmo de cada um, a analisar o meio que envolve cada pessoa e a estruturar formas de compreensão de cada um na sua diferença.

Cada pessoa é uma pessoa, tem a sua forma de pensar, agir e compreender, tem o seu ritmo próprio de chegar a determinado conhecimento.

A parte genética de cada um é importante, mas o que adquiriu com o crescimento,a nível familiar, social e cultural, torna-se importante para compreender a forma de agir, de ser e de aprender.

Costumo dizer que nós temos todos características diferentes e que uns podem chegar primeiro a determinada conclusão, mas não são aqueles que chegam por último os menos espertos, chegam respeitando o seu ritmo e geralmente aquilo que adquirem fica dentro deles pelo esforço e empenho em conseguir.

Acredito sinceramente que cada pessoa é um ser misterioso e procuro muitas vezes entender o que nos faz dar determinados passos, o que nos faz lutar tanto. Encontro muitas justificações, mas acaba por ser um mistério a força que todos temos dentro.

Antes de tentar perceber e estudar os outros é preciso que se analisemos e é preciso que saibamos quem somos. Para poder transmitir o nosso conhecimento a alguém é preciso que o nosso livro interno, embora não decorado e totalmente intendido, tenha sido desfolhado.

Eu espero que ao estudar esta UC consiga desfolhar um pouco o meu livro e encontre formas para que os outros o consigam fazer.

A caminho do arco-íris é isso mesmo, é caminhar no entendimento de nós mesmos, na descoberta das nossas cores e do brilho que elas têm.

Magui Pereira